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Um dia pra ser lembrado pra sempre

O que vou relatar aqui hoje é uma experiência que passei pela primeira vez na minha vida. Foi um momento incrível, de fazer sentir vivo, de lavar a alma. Achei que seria interessante compartilhar isso com meus milhares (cof! cof!) de leitores.

Semana passada, participei da equipe que foi realizar uma palestra para alunos (adolescentes do 2º Grau) do Colégio Província de São Pedro, daqui de Porto Alegre. O evento faz parte do projeto Congrescola, ministrado pela ONG Gente Nova, a qual me tornei membro há poucos dias. O Congrescola é um (um dos vários!) trabalho voluntário super legal, de conscientização, de passagem de valores como ajudar o próximo, fazer o bem, superação, persistência, de fazer as coisas hoje (e não deixar pra depois), enfim, ser alguém na vida.

Vale lembrar que foi a primeira vez que participei de um projeto da ONG. Antes disso, eu só havia participado de reuniões de planejamento e encontros mensais dos voluntários e membros. Meu papel neste evento era dar um apoio aos palestrantes e ser o fotógrafo oficial da palestra.

Vamos ao ponto:

imagem-de-homens-de-honraDurante a palestra, são mostrados vários trechos de filmes. Estes trechos possuem uma mensagem a ser passada. Por exemplo: um trecho do filme Jerry Maguire (estrelado pelo Tom Cruise) fala sobre ter metas, valorizar a família e as pessoas, sobre não sermos tão materialistas.

Um outro trecho de um outro filme – que não me recordo o nome e tô com preguiça de buscar no Google – falou sobre pessoas que deixaram alguma marca na história da humanidade (Júlio César, Isaac Newton, George Washington, dentre outros).

E por fim, um trecho do filme Homens de Honra, protagonizado pelos atores Cuba Gooding Jr e o eterno Capone, Robert de Niro, que transmitia a mensagem de superação, persistência, não se deixar abater pelas adversidades, seguir em frente.

Me identifiquei demais com esse último.

[PAUSA: deixa de ser preguiçoso(a) e joga o nome do filme no Google se quiser saber do que se trata. Ou aluga o DVD!]

Não sei o que DEABO deu em mim nessa hora, e pedi a palavra à palestrante que ia falar sobre o filme. Senti um misto de coragem e um nervosismo sem igual. Achei que aquela gurizada ali, que tinha entre uns 16 e 18 anos, ia me trucidar vivo! Falar em público NUNCA foi uma virtude minha, mas eu dei a cara a tapa. Senti que era a minha vez de fazer alguma coisa.

Por increça que parível, num total improviso e sem nenhum planejamento, apenas contei a minha história de vida, de ser surdo desde os 3 anos de idade, das minhas dificuldades durante a adolescência, das minhas vitórias e derrotas durante o percurso, até chegar aonde estou hoje: formado, estudando, empregado e cheio de planos ainda.

Minha mensagem pra gurizada que me olhava fixo e – pasmém – prestava atenção em tudo o que eu dizia, foi:

  • Problemas foram feitos para serem resolvidos. Pra todo problema, existe uma solução.
  • Amigos são indispensáveis, mas a Família é tudo!
  • Trace metas, objetivos. E alcance-os! Lute por eles.
  • Aprenda com as adversidades e cresça.
  • Não fique esperando que façam por ti. Faça você mesmo.
  • Quando disserem que tu não consegues, vá lá e faça.

Falei por 10 min. apenas… Mas o que veio depois, logo que terminei de falar e agradeci pela atenção de todos, valeu por alguns anos da minha vida. O inesperado (pelo menos pra mim, ÓBEVEO!) aconteceu: fui aplaudido pelos que estava ali me escutando. Aqueles guris e gurias de segundo grau, que achei que fariam picadinho de mim, estavam batendo palmas pra mim!

Vi pessoas com lágrimas nos olhos. Uma veio me dar um abraço, outra me agradeceu por eu ter dado a ela a oportunidade de ouvir, dizendo que sairia dali repensando alguns valores. Ganhei beijos e abraços. Foi impressionante! Fiz um esforço hercúleo pra controlar minha emoção. E consegui. Um baita ANEMAL, de quase 1.90m, desabando no choro?! Sim, sou eu mesmo! Mas não foi desta vez que chorei. Segurei na raça!

Afinal, o que foi que eu fiz? Nada de mais! Não tem mágica ou receita de bolo. Apenas contei quem eu sou, o que sou, quem me tornei, apesar de ser surdo. Passei um pouco da minha experiência, da minha visão de vida. Na minha opinião, eu ofereci tão pouco de mim, fiz tão pouca coisa, não me custou absolutamente NADA; mas para quem estava ali, para quem absorveu as informações, parece que deixei alguma marca.

Estou fazendo a minha parte, por um mundo melhor. Fiz o meu trabalho voluntário. Fiz o bem. Ajudei alguém a enxergar algumas coisas de maneira mais positiva. Foi um dia pra eu jamais esquecer.

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Congrescola Colégio Província de São Pedro | Agosto de 2011


Um balanço do 1º semestre…

Espia só a imagem abaixo:

Lista de Metas(1)

Esse pedaço de papel amassado e rabiscado, colado na porta do meu roupeiro é a minha lista de metas pessoais e profissionais pra 2011. No início deste ano, lá em Janeiro, rabisquei no papel alguns objetivos pelos quais eu buscaria e um prazo para alcançá-los.

Metas têm de ser alcançáveis, dentro das nossas possibilidades, mas com um determinado grau de dificuldade, o suficiente para sentirmos aquele gostinho de vitória. É claro que no meu caso, não são regras rígidas, as quais preciso me submeter religiosamente, mas ao menos eu tento seguir conforme planejei.

E por falar em planejamento, nada me impede de readequar meus objetivos e prazos, conforme o tempo vai passando. Já estamos no final de julho, e resolvi fazer um balanço.

Minhas metas:

  1. Iniciar uma pós-graduação. Prazo: fevereiro (início do ano letivo). Estou fazendo especialização em Gerência de Projetos de TI na UNISUL. check
  2. Doar sangue a cada 3 meses. Prazos: janeiro, abril, julho e outubro. Estive no Hemocentro, daqui de POA, em março. Não me deixaram doar, pois avaliaram que não seria prudente por eu ter a Doença de Crohn. Esta meta foi adiada, pelo menos até eu fazer uma avaliação médica para definir se posso ou não fazer a doação. O novo prazo é outubro. uncheck
  3. Iniciar um curso de inglês. Prazo: a partir do 2º semestre. Ainda está em tempo! clock
  4. Fazer trabalho voluntário. Prazo: a partir de março. Sou voluntário da instituição Gente Nova. check
  5. Obter uma certificação profissional. Prazo: junho. Obtive minha certificação em ITIL v3 Foundations. check
  6. Fazer exercícios físicos regularmente. Prazo: a partir de março. Comecei a fazer natação duas vezes por semana, mas infelizmente tive de fazer uma pausa depois de apenas dois meses. uncheck
  7. Terminar o ano com, no mínimo, R$ ***** ‘pilas’ na poupança. Prazo: dezembro. clock

E tu? Quais são tuas metas?


Mais uma meta alcançada!

Acabo de alcançar mais um objetivo profissional: a obtenção da certificação em Fundamentos do ITIL® V3 (ITIL® V3 Foundations). A prova foi aplicada no Centro de Inovação Microsoft, aqui no Tecnopuc.

Para quem não sabe, trata-se de uma prova para avaliação de conhecimentos em um conteúdo relacionado ao gerenciamento de serviços de TI. Talvez eu faça um post a respeito disso qualquer hora…

Ralei bastante nos últimos 2 meses, estudando todos os dias (cof! cof! ok, nem todos, mas quase todos) e fazendo vários simulados. Fui recompensado com a aprovação, mas não antes de passar por 2 febres psicológicas, nas últimas 24 horas. Sim, admito que fiquei mais ansioso que o normal… =P

Agora é colocar em prática os conhecimentos adquiridos e me preparar para os próximos desafios!

P.S.: #CHUPA, PRECONCEITO!


Trabalho Voluntário: todos deveriam fazer um

No início deste ano, quando estava redigindo a minha lista de metas pessoais e profissionais, um dos itens nunca havia figurado nas edições anteriores: fazer um trabalho voluntário.

Pensei um pouco sobre isso e não consegui encontrar motivos (eu soube que esse é o novo nome para “desculpas”) para não ter feito antes algo neste sentido. Vontade sempre tive, faltava-me ação. Ajudar em pensamento é muito fácil, só que isso é sofativismo e não ajuda em nada. É o mesmo que pagar de rebelde e revolucionário querendo derrubar o Sarney usando a hashtag #foraSarney no Twitter. Não adianta e não dá em nada! Não resolve p*** nenhuma!

Enfim, senti que o que faltava pra eu agir era maturidade. Me senti confiante e seguro, ciente de que estava pronto pra compreender o que era um trabalho voluntário, quais os riscos e os benefícios. Um trabalho voluntário não pode ser um enfeite de currículo ou um adorno pra se exibir no pescoço. São valores morais que precisam ser seguidos e compartilhados. É difundir a idéia de amizade, paz, amor ao próximo, persistência. É ajudar a quem precisa. Em alguns casos, é até mesmo ser ajudado.

Tirei a bunda do sofá  – ok, deixei a bola quicando… –  e fui atrás de alguma instituição ou ONG a qual eu me identificaria. Sim, é preciso se identificar com os projetos, caso contrário a boa vontade em ajudar vai pro espaço rapidinho.

Desde o mês passado venho fazendo um trabalho voluntário para a instituição Gente Nova (http://poa.gentenova.com), através da atualização do blog, com postagens, divulgação de agenda e atividades. Ainda não me aventurei a participar pessoalmente dos eventos, como a Festa Junina, pois não me sinto preparado para sentir a forte emoção proporcionada pela felicidade e sentimento de agradecimento das crianças. Da mesma forma como não conseguiria conter o choro em uma instituição de caridade para idosos. Preciso trabalhar o controle dessas emoções.

De qualquer maneira, tenho me sentido muito bem desde que comecei a ajudar. É um sentimento bacana, verdadeiro, de poder ajudar as pessoas. Não é caro, paga bem (satisfação, bem-estar, ajuda no relacionamento familiar), proporciona novas amizades (membros e voluntários) e ainda contribui para uma sociedade melhor.

A minha parte no trabalho voluntário é ínfima, pequeninha. Mas se juntarmos a minha, com a tua, com a do outro, com a outra, com aquela outra…. Fará a diferença.

Think about this.