Onde está a #Acessibilidade para #SurdosOralizados nos bancos brasileiros?

Nas duas últimas semanas do mês de Agosto, a Paula Pfeifer, do blog Crônicas da Surdez, e a Lak Lobato, do blog Desculpe, Não Ouvi, lançaram uma discussão acerca da (falsa e falta de) acessibilidade dos serviços para surdos oralizados,  “disponibilizados” pelos bancos e instituições financeiras em geral.

Uma leitora da Lak questionou sobre o problema acontecer em outros segmentos, não só o bancário. Tirei o chapéu pra pronta e simples resposta da Lak:

“Isso é só a ponta do iceberg.”

Iceberg

 

Ainda não tive problemas com bancos, mas com empresas de telefonia… Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu cabelo com as operadoras.

Meu chefe já se passou por mim, para poder cancelar um serviço de celular, que eu não estava utilizando. Minha namorada, ouvinte, já ficou ao meu lado no telefone, me passando o que um atendente me pedia, para que eu pudesse alterar um plano de telefonia.

Eu sou surdo oralizado e me sinto lesado pela situação nada desagradável. Então vamos lá! Aqui vai minha contribuição.

Só para início de conversa, fiz uma pesquisa no Google, a qual não durou nem 5 minutos, e encontrei no site da Computerworld o título a seguir. Os destaques em negrito e letras maiores são meus.

A fonte está neste link: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/06/15/bancos-reabrem-os-cofres-para-ti/

Bancos reabrem o cofre para TI

Os serviços de pagamentos e recebimentos da rede bancária brasileira estão entre os mais eficientes e modernos do mundo. Isso porque o investimento em alta tecnologia sempre foi quase que um mantra no setor, para garantir posições privilegiadas em uma arena de forte concorrência.

[…]
O estudo, que envolveu executivos de 62 instituições financeiras que atuam no País, aponta que entre as prioridades de negócios para o ano, na opinião dos executivos, estão, pela ordem, aumento de eficiência, receitas e portfólio. Quando o tema são iniciativas ligadas à inovação, a maioria tem como prioridade a criação de produtos e serviços, novas formas de relacionamento com o cliente e reformulação no atendimento nas agências, além de novos modelos de precificação.

[…]
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em 2010 os gastos do setor com TI atingiram 22 bilhões de reais, crescimento de 15% sobre o ano anterior. As despesas com tecnologia ficaram em 15,4 bilhões de reais, aumento de 13% sobre 2009 e os investimentos na área alcançaram 6,6 bilhões de reais, valor 19% superior.

 

Foram 22 bilhões de reais em investimentos em tecnologia em só no ano passado! Quem se arrisca a chutar quanto desta fatia foi investida para atendimento de pessoas surdas?

Sou formado na área de Gestão de Tecnologia da Informação (TI), possuo certificação em Gerenciamento de Serviços de TI e faço pós-graduação em Gerênca de Projetos de TI. Estamos em pleno 2011, no século 21, porra! Onde está o que os bancos chamam de acessibilidade? Qual é o conceito de acessibilidade dos bancos? A propósito, lanço um desafio:

As pessoas que cuidam da acessibilidade nos bancos são deficientes? Possuem algum tipo de limitação física? Sentem na pele as dificuldades de um surdo, de um cego ou de um cadeirante?

Com essa quantidade de recursos financeiros e tecnologias disponíveis, não aceito mais nenhum tipo de desculpas. Eu não deixo por menos; vou brigar pelos meus direitos.

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4 respostas para “Onde está a #Acessibilidade para #SurdosOralizados nos bancos brasileiros?

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