Arquivo do mês: junho 2011

Trabalho Voluntário: todos deveriam fazer um

No início deste ano, quando estava redigindo a minha lista de metas pessoais e profissionais, um dos itens nunca havia figurado nas edições anteriores: fazer um trabalho voluntário.

Pensei um pouco sobre isso e não consegui encontrar motivos (eu soube que esse é o novo nome para “desculpas”) para não ter feito antes algo neste sentido. Vontade sempre tive, faltava-me ação. Ajudar em pensamento é muito fácil, só que isso é sofativismo e não ajuda em nada. É o mesmo que pagar de rebelde e revolucionário querendo derrubar o Sarney usando a hashtag #foraSarney no Twitter. Não adianta e não dá em nada! Não resolve p*** nenhuma!

Enfim, senti que o que faltava pra eu agir era maturidade. Me senti confiante e seguro, ciente de que estava pronto pra compreender o que era um trabalho voluntário, quais os riscos e os benefícios. Um trabalho voluntário não pode ser um enfeite de currículo ou um adorno pra se exibir no pescoço. São valores morais que precisam ser seguidos e compartilhados. É difundir a idéia de amizade, paz, amor ao próximo, persistência. É ajudar a quem precisa. Em alguns casos, é até mesmo ser ajudado.

Tirei a bunda do sofá  – ok, deixei a bola quicando… –  e fui atrás de alguma instituição ou ONG a qual eu me identificaria. Sim, é preciso se identificar com os projetos, caso contrário a boa vontade em ajudar vai pro espaço rapidinho.

Desde o mês passado venho fazendo um trabalho voluntário para a instituição Gente Nova (http://poa.gentenova.com), através da atualização do blog, com postagens, divulgação de agenda e atividades. Ainda não me aventurei a participar pessoalmente dos eventos, como a Festa Junina, pois não me sinto preparado para sentir a forte emoção proporcionada pela felicidade e sentimento de agradecimento das crianças. Da mesma forma como não conseguiria conter o choro em uma instituição de caridade para idosos. Preciso trabalhar o controle dessas emoções.

De qualquer maneira, tenho me sentido muito bem desde que comecei a ajudar. É um sentimento bacana, verdadeiro, de poder ajudar as pessoas. Não é caro, paga bem (satisfação, bem-estar, ajuda no relacionamento familiar), proporciona novas amizades (membros e voluntários) e ainda contribui para uma sociedade melhor.

A minha parte no trabalho voluntário é ínfima, pequeninha. Mas se juntarmos a minha, com a tua, com a do outro, com a outra, com aquela outra…. Fará a diferença.

Think about this.