Descobri meus verdadeiros inimigos

Na semana passada, chamei o gordo Tota no MSN e disse a ele que faria um blog pra falar sobre coisas que eu entendo, coisas que eu gosto ou tudo aquilo que desse na telha (isso ainda vai virar bordão). Um dos assuntos principais do blog seria sobre deficiência auditiva e todo o universo que gira em torno dela.

Rapidamente trocamos umas idéias e logo cheguei a uma conclusão: todos os dias eu acordo naquele silêncio habitual e só começo a ouvir os sons do dia depois que coloco meu aparelho auditivo. Até então eu pensava que tinha que lutar contra minha falta de audição pra poder sobreviver. Eu estava errado. Minha luta diária (e talvez a de muitos deficientes por aí) é contra as pessoas!

A falta de educação das pessoas, discriminação e o preconceito (este, o pior de todos) são meus verdadeiros inimigos. Tem os que olham de canto, cheios de pena ou de sarcasmo, tem os que desvalorizam e rotulam de incapazes. Tem também os que fazem piadas preconceituosas. Desculpem generalizar, mas é assim mesmo. Essa é a realidade. É fato. É triste.

Mas quer saber? Agora vem a parte que mais gosto:

Felizmente estou cercado cercado de pessoas que muitas vezes sequer lembram da minha condição e me tratam de igual pra igual. Pessoas que me compreendem, que me amam, que me respeitam, me valorizam, seja como pessoa, seja como profissional. É nelas que busco apoio e força. Na real, nem busco nada. Simplesmente convivo. Simples assim.

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7 respostas para “Descobri meus verdadeiros inimigos

  • neusa maria antunes

    Adorei ler quero sim participar.

  • Tota

    Não te amo, não te respeito, e não te valorizo, nem como pessoa, nem como profissional. [/ogro]

    (Eu TINHA que usar a oportunidade pra retribuir teus comentários de troll lá!)

    Finalmente tu começou teu blog, e com o pé certo(porque eu não lembro se é o direito ou o esquerdo, e ainda depende se o cara é canhoto ou destro). Sobre esse lance de pessoas que te tratam de igual pra igual, pra mim a única diferença ao lidar contigo sempre foi que às vezes eu teria de repetir alguma coisa ou falar mais alto. Da maneira que eu sempre encarei, é tipo, pra citar o meu caso, precisar de mais espaço pra passar em um corredor, por causa da “singela porção cinturesca”. Ou, em outras palavras, não passar na roleta do ônibus.

    Piadas ordinárias e não necessariamente preconceituosas, nunca vi a interação contigo, ou com outros amigos que tenham quaisquer problemas e/ou condições particulares, como empecilho. Se todos encarassem de forma objetiva, ao invés de ficar com pena, “o mundo seria um lugar melhor”. Mas é bucha, as pessoas são preconceituosas por natureza, embora boa parte ache que ter pena não é preconceito, também é. A única forma de não ser preconceituoso é, como eu disse, tratar o assunto com objetividade, e sem rodeios ou preconceitos.

  • Juliana Toro

    Gostei do blog, vou acompanhar 😉 beijinhos

  • Millena Weber

    Simplismente a pessoa que me inspira!

    Diferente do Tota…
    eu te amo, te respeito, e te valorizo!!

    Se tratando da tua audição, ou da falta dela… isso nunca fez a menor diferença. Eu me lembro de uma cena a alguns anos atrás, onde tu disse que achava estranho os teus sobrinhos nunca terem perguntado nada sobre a tua deficiência auditiva, e então NESTE momento, acabamos entrando no assunto, e depois disso PONTO FINAL!
    Tu escutar menos do que algumas pessoas, nunca te diminuiu em nada, muito pelo contrário, tu sabe que pra mim tu sempre foi o maior, o melhor… e ainda é!
    A tua falta de audição, só me dá a necessidade de quando vou falar contigo olhar nos teus olhos, e a cada dia ter mais certeza de que tu é um ser exemplar!

    Tu sabe né, isso tudo só acontece porque tu é PHODA!

    Tio, eu te amo! ♥

    • Rodrigo Nunes e Silva

      Mi,

      [TROLL MODE FULL]
      Só lamento. Sou totalmente desprovido de sentimentos por ti.
      [TROLL MODE OFF]

      Obrigado pelo post. Às vezes eu me cobro muito, mas não por mim, e sim pelos meus sobrinhos. Quero mostrar que vocês podem conquistar o que quiserem. Querer não basta. Tem que fazer.

      Fico feliz em saber que sirvo de modelo pra ti.

      Pra tua tristeza: o Tota me ama. Ele só não admite.

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